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Piero Sraffa

 

Sraffa, Piero, (1898-1983), um dois maiores economistas deste século, foi ao mesmo tempo um dos escritores mais sobressalentes da economia - contudo cada uma de suas poucas obras eram de tremenda profundidade. Seu artigo de 1926 sobre retorno de escala e competição perfeita destacou de forma brilhante uma inconsistência na teoria da firma de Marshall - levando vários economistas a abandoná-la em favor da teoria do Equilíbrio Geral, enquanto inspirava outros - como Joan Robinson (aparentemente Sraffa era o único homem que ela respeitava) - a inaugurar a teoria da Competição Imperfeita. Como ele concluiu ao fim do seu famoso simpósio de 1930 sobre seu trabalho: "Eu estou tentando achar o que Marshall assume impicitamente em sua teoria; se a Sra. Robinson as considera extramamente irreais, eu simpatizo com ela. Nós concordamos que a teoria não pode ser interpretada como tendo uma consistência própria lógica e, ao mesmo tempo, a reconcilia com os fatos que tenta explicar. O remédio da Sra. Robinson é descartar a matemática, e ela sugere que o meu método é descartar os fatos; talvez eu deva explicar isto, nas circunstâncias, eu acho que é a teoria de Marshall que deve ser descartada." (Piero Sraffa, 1930, Economic Journal, Março, p.93)

O italiano tímido Sraffa foi trazido para Cambridge por Keynes na década de 1920. Sraffa era amigo íntimo do revolucionário italiano Antonio Gramsci, sendo que ele foi até considerado um "Close Marxian" - e, aparentemente, ele às vezes era muito explícito quanto a sua lealdade - embora em 1920 a Inglaterra não era exatamente aberta a idéias marxistas radicais.

Sraffa rapidamente se tornou famoso no mundo de Cambridge. Ele era parte do legendário "grupo da cafeteria" junto com Ramsey e Wittgenstein com os quais ele explorou as novas propabilidades do tratado de Keynes. Sraffa se juntou a Keynes para enterrar as idéias de Hayek nos debates sobre ciclos econômicos. 

Contudo, a timidez de Sraffa em frente dos seus estudantes o levou a ser apontado como um bibiotecário do 'King's College'. Lá Sraffa começou a tarefa de sua vida - ficar colecionando e editando os trabalhos de David Ricardo - o que levou a uma das reinterpretações mais notáveis das doutrinas das teorias Clássicas e Neoclássicas na história do pensamento econômico. Como George Stigles mas tarde apontou, sendo postumamente ajudado por Sraffa provou somente que David Ricardo foi certamente um dos economistas mais sortudos que já viveu.

O crescimento desses esforços foi um dos mais longos trabalhos na teoria econômica: começou em 1920, o livro de Sraffa 'Production of Commodities by Means of Commodities' , um texto conciso de 100 páginas que finalmente foi lançado em 1960. Este livro resolveu e redeclarou a teoria de Ricardo  para os dias atuais - inspirando o "Classical Revival" encabeçada pelos Neo-Ricardianos em Cambridge e em outros lugares nas décadas de 60 e 70. Ele também foi o primeiro a descrever o famoso problema "enfeitiçador" na teoria do capital e também para a indústria como economia - o que levou a uma controvérsia em Cambridge e deu idéias para a escola Neo-Ricardiana.

Uma contribuição de Sraffa foi sua amizade com o filósofo Ludwig Wittgenstein - que dissia que era Sraffa que o ajudara com as principais partes do seu "Investigações Filosóficas" - sem dúvida o trabalho filosófico mais importante do século 20.

Uma última anedota pode ser contada: em 1930 ou 1940, Sraffa aparentemente apareceu com algum dinheiro mas ele se recusou a investí-lo até achar o "investimento perfeito". Em 1945 depois que as bombas cairam sobre Hiroshima e Nagasaki, Sraffa pôs todo o seu dinheiro em títulos do governo japonês - não acreditando que o Japão fosse ficar se lamentado da guerra perdida por muito tempo. Não é necessário dizer o que aconteceu com o crescimento do Japão após a guerra. Este investimento radical fez uma grande fortuna.

 

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