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Karl Marx (1818-1883)

 

A 5 de maio de 1818 nasce Karl Marx, na pequena cidade alemã conhecida pelo nome de Trêves. Seu pai, Hirschel Marx, advogado judeu, pôde proporcionar à sua família uma vida nos padrões de classe média.

Sua juventude foi cheia de estudos e uma vida tranqüila dentro da cultura burguesa européia. No entanto, ao terminar os estudos na Universidade, sua vida se transformaria radicalmente.

Na cidade natal, quando ainda era jovem, Marx ficou amigo de um barão, o qual lhe falara sobre o Socialismo Utópico. É a primeira vez que Marx ouve falar na possibilidade de uma futura sociedade sem classes e sem exploração.

Conhece a filha desse barão, Jenny; namoram por mais de sete anos. Casando-se com Jenny, Marx terá vários filhos.

Começou seus estudos universitários em Bonn, preocupando-se com Direito, História, Filosofia, Arte e Literatura. Contudo, concluirá seus estudos superiores na Universidade de Berlim.

A pretensão de Marx era tornar-se professor de alguma universidade alemã e prosseguir com suas pesquisas sociais. Entretanto, quando diplomou-se, era simpatizante da obra de um filósofo que tinha falecido poucos anos antes: Hegel. Marx foi um critico das teses de Hegel; no entanto, havia um aspecto no seu método que Marx admirava muito. Tal aspecto metodológico permitia fazer uma crítica ao governo alemão, que, representado por Frederico IV, começava a perseguir todos os simpatizantes de Hegel, inclusive, proibindo-os de dar aulas. Com isso, Marx inicia o ano de 1842 como professor, proibido de pôr os pés numa universidade, estando portanto desempregado.

Para sobreviver, torna-se jornalista. Seu primeiro artigo foi um comentário contra a censura e, infelizmente, não pôde ser publicado: foi censurado.

Devido à sua capacidade, em pouco tempo já era diretor do jornal Gazeta Renana. Foi como diretor desse jornal que patrocinou um estudo sobre a vida de camponeses que roubavam madeira pertencente ao Estado, vendendo-a em seguida. Esse estudo provou que os camponeses recebiam um salário tão baixo, que passavam fome, e por conseqüência roubavam a madeira. Para resolver esse problema de criminalidade, Marx propôs que se aumentassem os salários dos camponeses em vez de prendê-los. O governo alemão não gostou da sugestão e, por isso, fechou o jornal.

Diante desse acontecimento, Marx muda-se para a França, onde, em Paris, organiza uma revista (Os Anais Franco-Alemães), que denuncia a repressão do governo alemão contra a cultura e contra os trabalhadores. Essa revista entra clandestinamente na Alemanha; mesmo assim, em pouco tempo chega às mãos do Estado alemão que por sua vez pressiona o Estado francês, que acaba por expulsar Marx da França. Novamente, por motivos políticos, muda-se para outro pais: a Bélgica.

No tempo em que viveu na França, Marx começou a interessar-se pelo movimento dos trabalhadores. Diante de tanta exploração e miséria, a única coisa a ser feita é o trabalhador unir-se e lutar pelos seus direitos. Com essa idéia, passa a se dedicar à ajuda aos trabalhadores para sua organização: tudo o que escreve, artigos e livros, passa a ser com o objetivo de mostrar o quanto a sociedade capitalista produz de injustiça. Para acabar com os problemas sociais, seria necessário acabar com o capitalismo e começar a construir uma nova sociedade, onde todos os que trabalhassem recebessem o suficiente para viver bem. Onde todas as decisões fossem tomadas democraticamente pela maioria das pessoas. Uma sociedade onde não existissem nem ricos, nem pobres; enfim, lutar pela criação da sociedade socialista.

E é lutando junto com os trabalhadores pela instauração do socialismo que Marx escreve os seus livros, que explicam a sociedade em que vivia, ou seja, a capitalista.

No ano de 1848, o movimento operário preparou um congresso em Londres: Marx é convidado para expor suas idéias sobre como deve ser uma sociedade sem exploração; é quando escreve e apresenta ao público seu artigo Manifesto Comunista.

Expulso pelo governo da Bélgica, Marx instala-se definitivamente na Inglaterra. Sua vida foi a de um peregrino que lutou em defesa dos trabalhadores, e isso fez com que passasse por momentos difíceis na vida. Uma carta que Marx escreveu a seu amigo Engels, em 8 de setembro de 1852, dá uma idéia da pobreza em que se encontrava:

"(...) minha mulher está doente. Minha filha, Jenny, está doente. Heleninha está com uma espécie de febre nervosa. Não pude e nem posso chamar o médico por falta de dinheiro para os remédios. Há oito dias que alimento minha família unicamente com pão e batatas. E não sei se ainda vou poder comprar pão e batatas para hoje" (in Leonardo Konder, Marx — vida e obra, p. 96).

Karl Marx veio a falecer no dia 14 de março de 1883, devido a uma infecção na garganta e muito abalado com a morte de sua mulher e de sua filha mais velha. Somou-se a tudo isso a repressão policial ao movimento dos trabalhadores, que também o abalou bastante.

Sua obra é muito grande, e durante a vida, Marx não pôde ver as conseqüências do que tinha escrito. Morreu sendo pouco conhecido, a não ser pelos trabalhadores. No entanto, com o passar dos anos, principalmente nesses últimos oitenta anos, seus livros tornaram-se mundialmente famosos, inspirando os mais diversos movimentos de libertação da humanidade.

 

Principais obras:

Manuscritos econômico-filosóficos, 1844

A ideologia alemã, 1845 (escrito em colaboração com Engels)

A miséria da Filosofia, 1847

Manifesto comunista, 1848

As lutas de classe na França entre 1848 e 1850

O 18 Brumário de Luís Bonaparte, 1852

Contribuição à crítica da Economia Política, 1857

O Capital, 1867

 

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